Polícia libera aposentado que se acorrentou no Senado

O cientista político e funcionário aposentado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Willian Carvalho, 61 anos, foi liberado pela Polícia do Senado, depois de prestar depoimento. A convite do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que procurou Carvalho ainda no Departamento de Polícia Legislativa (Depol), o cientista político vai assistir na tribuna de honra do Senado à sessão na qual o senador fará discurso contra o aumento dos salários dos parlamentares. Carvalho se acorrentou a uma pilastra em frente ao gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros, em protesto pacífico contra o aumento salarial dos parlamentares, de 90,7%. Ele disse que o protesto é uma conclamação aos homens sérios do Senado e da Câmara, que não podem ficar divorciados da Nação. "Estão cuspindo na nossa cabeça, para não dizer coisa pior. A Nação está insatisfeita com esse aumento, que não tem o mínimo sentido", afirmou. Ele disse que durante as eleições venderam a idéia de que "nós éramos o patrão e fizeram esse aumento sem falar com o patrão". Carvalho disse que, com o dinheiro desse reajuste, é possível assentar mais de 20 mil famílias e resolver o problema de estradas esburacadas. "Tem de puxar a orelha deles, para que ouçam o sentimento da população brasileira. É uma conclamação para que o Congresso volte as suas atenções". Ele disse que o aumento já virou motivo de chacota no mundo, porque a imprensa nacional está publicando que o parlamento brasileiro tem os melhores salários. Um pouco antes, ainda acorrentado, Carvalho disse que não era baderneiro e repetiu várias vezes que o reajuste salarial era um absurdo. "Será que ninguém está vendo isso? Alguém está louco. E eu acho que não sou eu. Quis chamar os senhores parlamentares à razão, antes que comecem a jogar bomba no Congresso", afirmou.

Agencia Estado,

18 Dezembro 2006 | 16h09

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