Polícia investiga conivência de carcereiros com assassinos de deputado

A Corregedoria de Polícia investiga a conivência dos carcereiros que permitiram a saída dos acusados do assassinato do deputado federal Valdeci Paiva de Jesus (PSL) que estavam presos e deixaram a cadeia para cometer o crime, no último dia 24.O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, reuniu-se nesta segunda-feira com o corregedor, Jorge Abreu, e deu ordens para que sejam feitas visitas-surpresa às carceragens para contagem dos detentos.Os funcionários poderão ser presos em flagrante, caso sejam constatadas irregularidades. Lins disse que ainda não está confirmada a participação de Jorge Luiz da Silva, de 31anos, na execução, embora ele tenha sido apresentado à imprensa na última sexta-feiracomo um dos suspeitos.Silva teria sido contratado para matar o deputado junto com o ex-policial militar Adílson da Silva Pinheiro, de 30 anos, por Wanderley da Cruz, assessor do então suplente de Paiva, Marcos Abrahão (PSL).O deputado morto fora eleito para a Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) nas últimas eleições. Abrahão assumiu a vaga na semana passada. Segundo o chefe de polícia, o homem que denunciou o esquema ? um preso que também foi convidado a participar do crime, mas se recusou e foi ameaçado ? disse que os dois executaram Paiva.Mas só Pinheiro foi reconhecido pela testemunha ocular, que ajudou a fazer o retrato falado divulgado pela polícia. ?Nós temos de checarexatamente qual é a participação do Jorge (Silva). Pode ser que ele tenha sidocontactado, mas não tenha podido participar da execução. Quem denunciou não estavajunto?, afirmou.Curso para atendimento a vítimas de abuso Lins deu início nesta segunda-feira a um curso de capacitação de policiais para lidar com menores vítimas da violência que terá duração de uma semana.Policiais civis e militares terão aulas sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, abuso sexual, violência doméstica e direitos humanos, entre outros temas, com mestres e doutores de universidades do Rio, que vão trabalhar de graça.Serão disponibilizadas 30 vagas, a serem distribuídas entre as polícias, o Juizado de Menores e a Fundação da Infância eAdolescência (FIA).Núcleo de defesaNo próximo dia 24, será inaugurado um núcleo de defesa das vítimas, para que elas tenham tratamento diferenciado. Atualmente, os menores que sofrem violência e os que cometem crimes são atendidos no mesmo lugar, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O núcleo vai funcionar num espaço cedido FIA.

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