Polícia indicia seis pessoas por racismo

O presidente da Sama Editora, de Campinas, interior do Estado de São Paulo, Joaquim José de Andrade Neto, e cinco funcionários da empresa foram indiciados pela Polícia Civil, acusados de preconceito e racismo. No ano passado, a editora distribuiu um anuário com o artigo "Sionismo e nazismo: a semelhança dos opostos", sem assinatura. Andrade Neto não foi encontrado nesta terça-feira para falar sobre a acusação. No texto, o autor apontou semelhanças entre os dois movimentos, comparou Adolf Hitler ao judeu e cientista Albert Einstein, que fugiu da Alemanha ao ser perseguido pelos nazistas. Um estudante de Direito, cuja identidade foi preservada, denunciou a prática de nazismo ao Ministério Público de Campinas, que pediu a abertura do inquérito à Polícia Civil. Segundo o delegado-corregedor da Delegacia Seccional de Campinas, Carlos Henrique Fernandes, pelo menos outras seis pessoas poderão ser indiciadas. Ele explicou que o inquérito deverá ser concluído e entregue à Justiça em dois meses. A advogada da editora, Tatiana Paschoalli, alega que a ação não procede e vai aguardar o inquérito para avaliar as medidas de defesa. Segundo a advogada, este ano o anuário da editora publicou um artigo chamado "A reação da ignorância", que refuta as acusações de racismo e anti-semitismo. A assessoria de imprensa do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal divulgou uma nota explicando que a editora e seu presidente não têm nenhuma relação com a entidade. Conforme a nota, a União do Vegetal moveu um processo contra a empresa por uso indevido do nome do Centro Espírita. O documento informa ainda que a entidade repudia qualquer tipo de preconceito e prega a fraternidade universal.

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