Polícia Federal/Divulgação
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Polícia Federal vai ouvir secretário do Ministério do Trabalho

Sérgio Vidigal, secretário de Políticas Públicas de Emprego do ministério, será ouvido em investigação sobre desvio de R$ 18 milhões em convênios com ONG Centro de Atendimento ao Trabalhador; ele teria teria dado "aval" a 2 assessores para agirem pela ONG

Fausto Macedo, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2013 | 23h31

A Polícia Federal vai ouvir o secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Sérgio Vidigal, na Operação Pronto Emprego – investigação sobre desvio de R$ 18 milhões em convênios de R$ 47,5 milhões com a ONG Centro de Atendimento ao Trabalhador (Ceat). Vidigal, ex-deputado estadual do PDT capixaba, teria dado “aval” a dois assessores para agirem pela ONG. Um deles, Gleide Costa, foi preso nessa terça-feira, 3.

A PF sustenta que Gleide, com auxílio de Ivana Lúcia Zillig de Paiva, assessora de Vidigal, buscava “manobras técnicas para obter a concessão de aditamento em favor do Ceat”. A PF aponta para o padre Lício de Araújo Vale, diretor administrativo da ONG, que foi preso. A juíza Silvia Rocha destacou: “Aparentemente, os assessores contam com o aval do secretário, que demonstrou ter relação próxima com Lício”.

Vidigal determinou “o bloqueio imediato” das contas de convênios e mandou fazer auditoria. Ele assumiu o cargo em 12 de junho de 2013. Os convênios não foram firmados em sua gestão, diz a pasta. “O secretário não tem relacionamento algum com os envolvidos, a não ser o estritamente formal que a função por ele exercida requer.”

A PF indiciou uma secretária e uma funcionária do setor de contas a pagar da entidade, por peculato e lavagem de dinheiro. Jorgette Oliveira, presidente da ONG, presa em flagrante por corrupção, tem empresa nos EUA e ativos no exterior, diz a PF. “O Ceat desenvolve trabalho sério, promove efetivamente inclusão de trabalhadores. Não é entidade de fachada”, reagiu o criminalista Pedro Iokoi.

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