Polícia Federal trabalha de forma neutra, diz Tarso Genro

Ministro voltar a falar que a PF não é uma 'polícia política' e investiga pessoas de todos segmentos da sociedade

Agência Brasil

29 de abril de 2009 | 12h43

O ministro da Justiça, Tarso Genro afirmou nesta quarta-feira, 29, que as investigações da Polícia Federal são feitas de forma neutra, sem barreiras, como deseja o governo. "É uma polícia de vanguarda que dá exemplos à América Latina e ao mundo", disse o ministro, ao participar da abertura da conferência O Papel da Polícia Federal na nova Política Nacional de Segurança Pública, promovida pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, no Hotel Nacional, em Brasília.

 

De acordo com o ministro, a PF não é uma "polícia política" e investiga pessoas de todos os segmentos da sociedade. "Pessoas de todas as esferas são investigadas e é diminuto o percentual de investigações sobre gente da classe política, que, no final, acaba ganhando maior divulgação."

 

O aperfeiçoamento dos trabalhos de investigação é necessário tendo em vista o avanço do Brasil em todas as áreas, assinalou o ministro da Justiça. Ele destacou que o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa tem tido um papel fundamental na renovação da instituição.

 

Ao falar no encontro, Corrêa afirmou que a PF cumpre sua obrigação alinhada com as macro políticas do país. Ele disse que a Conferência de Segurança Pública, que será realizada no segundo semestre deste ano, será um marco na construção da política de segurança pública do país.

 

Segundo Corrêa, o país já vê resultados concretos do trabalho da PF em diversas áreas, dentro do que prevê o Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci). A Polícia Federal vem trabalhando para reduzir o custeio sem prejuízo do seu trabalho operacional. "A qualidade da prova precisa ser uma preocupação da PF e isso é importante para aumentar a cada ano os inquéritos relatados". Quando a prova é robusta, destacou ele, é menor a probabilidade de repercussões negativas sobre o trabalho da PF.

 

O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Sandro Torres Avelar, disse que apenas 3,5% das investigações realizadas hoje pela PF resultam em pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça. Por isso, ele entende que as escutas são usadas de forma comedida. Segundo ele, o poder econômico e político da criminalidade exigem medidas de maior realce durante as investigações.

 

Avelar enfatizou ainda que o uso de algemas também vem sendo feito dentro da técnica, cujo objetivo é garantir a segurança do preso, dos agentes e da sociedade.

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