Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Polícia Federal pede mais 60 dias para investigar políticos

Pedido encaminhado ao Supremo se refere ao inquérito que cita 39 pessoas, entre eles o presidente do senado, Renan Calheiros

Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2015 | 20h40

Brasília - A Polícia Federal solicitou ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação por mais 60 dias de um dos 25 inquéritos abertos no início de março deste ano para investigar o envolvimento de políticos no esquema de corrupção da Petrobrás. O pedido foi encaminhado na última sexta-feira ao STF e é referente à investigação de 39 pessoas - sendo dois operadores - por suposta formação de quadrilha para prática de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Estão entre os investigados neste inquérito os senadores peemedebistas Edison Lobão, Romero Jucá e Valdir Raupp, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); parlamentares do PP como Waldir Maranhão e Arthur de Lira; além do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari e do lobista Fernando Baiano.

Os investigadores já ouviram depoimento de 28 investigados neste período, mas ainda restam oitivas de mais 11 pessoas. Além disso, de acordo com a PF, todos os ouvidos negaram participação no esquema de corrupção e as afirmações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, delatores da Lava Jato. A maioria dos investigados negou inclusive contato com os dois.

Por isso, os investigadores querem ouvir novamente Youssef e Costa para que os delatores apresentem detalhes da participação de cada um dos investigados. "Busca-se comparar as versões apresentadas, visando enfatizar aspectos importantes acerca dos fatos imputados e, se for o caso, acarear-se os investigados com os delatores acerca dos argumentos divergentes apresentados", escreveu o delegado da PF Josélio de Souza, ao STF.

O prazo para encerramento do período de investigações já foi prorrogado uma vez e deve se encerrar na próxima segunda-feira, 29, a menos que Zavascki atenda a solicitação dos investigadores. 

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