Polícia Federal limita emissão de passaportes no Rio

O dia hoje foi de frustração para quem se dirigiu à sede da Polícia Federal, na Praça Mauá (zona portuária), em busca de passaporte. Por causa da greve, iniciada na terça-feira, o atendimento se restringiu aos passageiros com viagem marcada para os próximos três dias. Apesar dos apelos, servidores informavam que só abririam exceção para pessoas que precisam sair do País por motivo de doença. A estudante Cíntia Ribeiro saiu de Niterói logo cedo para pegar seu passaporte e, apesar de saber da paralisação, acreditava que receberia o documento. ?O protocolo que tenho aqui diz que poderia vir buscar o passaporte hoje ?, reclamou, mostrando o papel datado para um servidor da PF que fazia a triagem. Com a viagem marcada para o dia 22, para os Estados Unidos, ela argumentou que só pode pedir o visto com o passaporte nas mãos. ?Não posso fazer nada?, disse o agente. Operação tartaruga No Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador (zona norte), as filas de embarque e desembarque de vôos internacionais estavam longas por causa da operação padrão efetuada pelos agentes. Dos quatro servidores que costumam fazer a fiscalização em cada setor, havia apenas um trabalhando. As aposentadas Cleo Braga e Neide Lírio, de partida para Buenos Aires, estavam com impacientes. ?Falta só meia hora para o avião partir e ainda estamos na fila?, disse Cleo. Segundo o vice-diretor do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal, Cláudio Alencar, as negociações que podem dar fim à greve não evoluíram. ?A única coisa que o governo fez até agora foi pressionar o servidor, determinando o corte do ponto e a devolução de tudo o que o profissional tem, como a arma e o colete?.

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