Polícia Federal interrogou condenada no mensalão

Investigações indicam que a ex-diretora financeira da SMPB Simone Reis Vasconcelos teria fornecido notas fiscais frias

Marcelo Portela , O Esttado de S. Paulo

09 de setembro de 2013 | 23h16

Condenada a 12 anos de prisão e multa pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento no mensalão, a ex-diretora financeira da SMPB Simone Reis Vasconcelos por pouco não foi presa em meio à análise dos recursos dos réus pela Corte.

Uma fonte da Polícia Federal revelou que o órgão chegou a pedir a prisão temporária de Simone, mas a Justiça negou justamente porque ela já foi condenada pelo STF. O Judiciário autorizou apenas sua condução coercitiva, situação que ocorre quando a pessoa é levada pela própria polícia para depor. Ela foi liberada em seguida.

No processo do mensalão, Simone recebeu pena total de 12 anos, 7 meses e 20 dias de prisão, além de 288 dias-multa, que somam R$ 374,4 mil. Ela foi condenada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas.

As investigações em torno das fraudes atribuídas ao Instituto Mundial de Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC) indicam que ela teria fornecido notas fiscais frias de uma terceira empresa para justificar prestações de serviços não realizadas pela entidade.

De acordo com um dos participantes das investigações, as irregularidades teriam ocorrido durante o Minas Trend Preview de 2010, executado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi)- que pertence ao sistema da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

O Estado não localizou ontem o advogado de Simone. Em nota, a Fiemg afirmou que está colaborando com as autoridades e não é investigada.

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