Polícia Federal indicia empresários do atacante Ronaldinho

A Polícia Federal indiciou hoje os empresários do atacante Ronaldo, do Real Madrid e da Seleção Brasileira, Alexandre Martins e Reinaldo Pitta, sob acusação de crimes de sonegação fiscal e participação em lavagem de dinheiro, no inquérito que investiga o envio ilegal de US$ 33,4 milhões por funcionários públicos brasileiros para a Suíça. O delegado Marcos David Salem considerou haver indícios de que as empresas Gortin Promoções e Passabra Câmbio e Turismo, dos acusados, podem estar envolvidas nas remessas. A PF investiga ainda se os recursos são originários de extorsões, supostamente de fiscais estaduais e auditores federais.Um dos pontos que Salem quis esclarecer nos depoimentos foi a relação dos empresários, que representam cerca de cem atletas, com os suspeitos que controlavam as contas na Suíça. A PF recebeu informações de que os dois eram amigos de alguns fiscais, com quem jogariam futebol, e um relatório enviado a pessoas envolvidas na investigação informou que alguns acusados freqüentavam as empresas, de onde fariam remessas. Uma testemunha disse que o fiscal Carlos Eduardo Pereira Ramos, ex-chefe da Inspetoria de Grande Porte da Secretaria da Fazenda no governo de Anthony Garotinho (PSB), era amigo de Martins e lhe mandava, por motoboy, com freqüência, pacotes de dinheiro para enviar à Suíça.Martins foi indiciado após cerca de cinco horas de depoimento na Superintendência da Polícia Federal do Rio, e não quis dar entrevista ao sair. Durante sua permanência, foi intimado por um oficial de Justiça em nome de sua ex-mulher, Elisabeth Ângela da Silva Martins, que lhe cobra pensão alimentícia atrasada. Pitta, que chegou para depor às 15h30, também não quis falar com repórteres. Até o início da noite, ainda prestava depoimento. De acordo com policiais, não há hora prevista para acabar.

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