Polícia Federal deflagra operação contra fraude de R$ 3 bilhões

Corregedor e juiz foram afastados por envolvimento em irregularidade em processo de pagamento de dívidas judiciais; ação envolve seis Estados

Fausto Macedo e Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo - atualizado às 12h26

31 de outubro de 2012 | 11h45

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 31, a Operação Pretório em seis Estados para desarticular uma quadrilha envolvida na maior fraude de dívidas judiciais, calculada em R$ 3 bilhões. O corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª região (Rondônia), Vulmar de Araújo Coêlho Júnior, e o juiz que presidia o processo sobre o precatório bilionário foram afastados de suas funções.

 

Nesta manhã, 200 policiais federais cumprem 64 mandados de busca e apreensão em Porto Velho (RO), foco central da missão policial, e também no Amazonas (AM), Paraíba, Brasília, Mato Grosso e São Paulo. Uma advogada e seu marido foram detidos em Porto Velho.

 

O superprecatório fraudulento teve origem em uma ação judicial de autoria dos servidores da área de educação do extinto território de Rondônia. O precatório - dívidas do poder público que devem ser pagas por decisão judicial - data de 1989.

 

Segundo a PF, a advogada presa nesta manhã é acusada de inserir beneficiários fictícios no título judicial. O precatório chegou aos R$ 3 bilhões por causa da inclusão de dezenas de beneficiários e acúmulo de juros e correção ilegais.

 

A investigação da Polícia Federal consistia em dois procedimentos distintos, ambos sobre fraudes com precatórios. Agora a PF unificou as investigações e deflagrou a Operação Pretório - referência aos tribunais romanos.

 

 

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