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Polícia fecha mais uma central telefônica do PCC

Mais uma central telefônica do Primeiro Comando da Capital (PCC) - que funcionava na Rua Isaac Francisco Pimenta, 14, Jardim Jaraguá, zona oeste de São Paulo - foi descoberta hoje pela Polícia Militar.Uma denúncia anônima levou policiais do 4º Batalhão da PM a cercar a casa e a prender duas mulheres, acusadas de atender e transferir as ligações, recebidas de presídios em todo o Estado.Um soldado da PM ficou como "telefonista" do PCC. Atendeu chamados durante duas horas - recebeu 30 ligações. Na maioria, os presos queriam falar com outros detentos, recolhidos nas celas da Casa de Detenção, Penitenciária do Estado, Cadeião de Pinheiros, Penitenciária Feminina e dois presídios do Interior: Avaré e Presidente Venceslau.Apenas cinco ligações foram de familiares pedindo para falar com presos da Casa de Detenção. Só dois presos pediam para falar com suas mulheres.Os PMs apreenderam aparelhos da Vesper - que funcionam em rede elétrica convencional, a bateria e via satélite -, além de telefones convencionais e celulares. Os Vesper funcionam também como PABX. Podem ser levados em automóveis; com baterias, continuam recebendo e transferindo as ligações.As mulheres detidas explicaram que a maioria dos detentos utiliza celulares pré-pagos. Quem compra não precisa se identificar - e a polícia não consegue "grampear" as ligações feitas com esse tipo de aparelho.O delegado Ruy Ferraz Fontes, da Delegacia de Roubos a Banco - que em maio comandou operação conjunta da PM e Polícia Civil que fechou 12 centrais telefônicas do PCC na capital, Grande São Paulo e interior - quer que os compradores dos pré-pagos sejam identificados.Os telefones celulares chegam às mãos dos presos por parentes e agentes penitenciários corruptos. Este ano, foram fechadas 19 centrais telefônicas do crime organizado nos presídios, a maioria do PCC.A Polícia Civil investiga agora a lista de telefones que possui dezenas de nomes - de presos e de visitantes - apreendida pelos policiais militares na operação.

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