Polícia fará varredura na Câmara Legislativa do DF

Dois policiais foram presos com escutas; suspeita é que trabalhassem para o governador José Roberto Arruda

Carol Pires, Agência Estado

10 de fevereiro de 2010 | 20h52

A Policia Civil fará uma varredura na Câmara Legislativa do Distrito Federal para identificar possíveis equipamentos de escuta ilegal instalados em gabinetes de deputados da oposição ao governador José Roberto Arruda. O prédio foi esvaziado no início da noite de quarta-feira, 10, mas, segundo o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), o funcionamento da Casa será normal a partir de amanhã. "A Casa não vai parar. Nós vamos manter os trabalhos e assim que os gabinetes forem liberados os servidores podem retomar suas rotinas", disse.

 

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A Polícia Civil prendeu, na semana passada, dois policiais de Goiás com aparelhos de escuta ambiental em frente à Câmara Legislativa e abriu inquérito para apurar se eles estavam a serviço de pessoas ligadas ao governador José Roberto Arruda, como suspeitam os deputados da oposição.

 

A denúncia de que parlamentares estavam sendo espionados também deve ser investigada pela CPI da Corrupção. Requerimento do deputado Paulo Tadeu (PT), que ainda precisa ser aprovado pela comissão, pede que sejam convocados José Henrique Daris Cordeiro e Luis Henrique Ferreira, policiais do Estado de Goiás, presos com as escutas ambientais. O servidor Francisco do Nascimento Monteiro também pode ser convocado porque, segundo o deputado Paulo Tadeu, ele teria ajudado os policiais na montagem das escutas. Monteiro é lotado no gabinete do deputado Benedito Domingos (PP).

 

"Não bastasse a onda de corrupção que permeia o governo Arruda, o Distrito Federal depara-se agora com os desdobramentos nefastos da Operação Caixa de Pandora. Para amedrontar deputados e pôr fim às investigações do maior escândalo de corrupção deste País, estão sendo contratados arapongas com o propósito de fazer escutas telefônicas ilegais na Câmara Legislativa", critica Paulo Tadeu, no requerimento.

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