Polícia estoura central telefônica em Campinas

A Polícia Civil de Campinas estourou uma central telefônica clandestina às 3 horas da madrugada deste sábado, prendeu 9 homens e 5 mulheres, apreendeu armas, drogas, munição e duas granadas. A quadrilha estava em uma casa alugada na Vila Rica, região sudoeste da cidade, e planejava o resgate de 10 presos da Penitenciária lll de Hortolândia, região de Campinas. Trinta e nove policiais da DEAS (Delegacia Anti Sequestro), DISE (Delegacia de Investigação SobreEntorpecentes) e Garra coordenados pela Deinter 2 (Departamento de Policia do Interior) participaram da operação. Não houve resistência e nenhum tiro foi disparado. O diretor da Deinter 2, José Laerte Goffi de Macedo, disse que a quadrilha pretendia resgatar os presos da PIII às 15 horas durante a visita. Os 9 telefones convencionais e 14 aparelhoscelulares apreendidos eram operados pelas mulheres e usados para a comunicação com presídios e outros integrantes da quadrilha. "Foi uma ação surpresa que não podia esperar", disse Macedo. O delegado da Deas, Edson Aidar, falou que a quadrilha estava sendo investigada há 30 dias. "Usamos recursos da área de inteligência para chegar à quadrilha. Essa é apenas uma célula do grupo e temos informações de outros integrantes". Além dos telefones a polícia aprendeu uma sub metralhadora Uru que tem capacidade de disparar 600 tiros por minuto e um fuzil Ruger Mini 14, de alto poder de alcance e precisão capaz de perfurar blindados. Também encontraram em um carro Omega usada pela quadrilha, 30 trouxinhas de cocaína, pedras de crack e maconha e 3 volumes de cópias de um inquérito sobre a fuga de presos da penitenciária de Capivari, região de Campinas, quando houve resgate e morte de policiais. A Polícia vai continuar investigando a ação dos bandidos a partir de documentos encontrados no local.

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