Polícia do Senado indicia ex-diretor por fraude

João Carlos Zoghbi é acusado de liderar esquema de desvio de dinheiro em operações de crédito consignado

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

19 Maio 2009 | 19h17

A Polícia Legislativa do Senado indiciou nesta terça-feira, 19, por corrupção passiva e formação de quadrilha o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi, acusado de liderar um esquema de desvio de dinheiro em operações de crédito consignado para servidores. A Polícia Legislativa colheu o depoimento de Zoghbi hoje à tarde e o inquérito deve ser enviado à Justiça Federal no próximo dia 28. Segundo denúncias veiculadas pela imprensa, uma empresa de Zoghbi teria recebido R$ 2,3 milhões do banco Cruzeiro do Sul como comissão por intermediar empréstimos feitos a servidores.

 

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Junto com o ex-diretor, figuram no inquérito os nomes dos donos da empresa Contact, Ricardo Nishimura e Bianka Machado e Dias, e do filho do ex-diretor, Marcelo Zoghbi. Eles são acusados de usar o nome de Maria Izabel, babá da família do ex-diretor, como "laranja" para abrir três empresas de consultoria, entre elas a Contact, que intermediou o contrato do Cruzeiro do Sul com o Senado. A esposa do ex-diretor, Denise Zoghbi, não foi indiciada. A Polícia Legislativa não encontrou indícios suficientes para incluí-la no inquérito.

 

Em paralelo à investigação da Polícia Legislativa, o Ministério Público Federal (MPF) também acompanha o caso. O procurador Gustavo Pessanha Velloso, autor de um procedimento administrativo aberto contra o ex-diretor, já pediu ao Banco Central (BC) a quebra de sigilo bancário de Zoghbi.

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