Polícia do RJ quer aumento mas não pensa em greve

A polícia fluminense não pode entrar em greve, porque corre o risco de a população não perceber que ela saiu das ruas. A afirmativa bem-humorada é do coordenador do Núcleo de Defesa dos Policiais Civis, Cláudio Cruz, e reflete a imagem que a população tem polícia tem do Rio. De acordo com Cruz, não há indicativo de greve, mas a categoria discute com o governador Anthony Garotinho um plano de cargos e salários.No mês passado, o governo anunciou reajuste de 70% e um plano de cargos que não satisfizeram os policiais. "Que reajuste é esse, dividido em 12 meses?", indaga o líder sindical. "Aqui a gente chama esse aumento de ?reajuste Arapuã?, aquele que é parcelado em até 12 vezes", disse. Segundo Cruz, o plano de cargos tornou equivalente o salário de um inspetor com o de um motorista policial. Com o reajuste, o menor salário da Polícia Civil é o de oficial de necrópsia (cerca de R$ 600). Um inspetor em início de carreira recebe cerca de R$ 1.000 e um delegado ganha entre R$ 4.000 e R$ 5.000.A Polícia Militar também não prevê greves. A categoria briga na Justiça contra o governador Garotinho por um aumento salarial de 155% prometido desde 1993, pelo então governador Leonel Brizola. A PM obteve ganho de causa em outubro passado. O caso está agora no Superior Tribunal de Justiça (STJ).O secretário de Segurança Pública, coronel Josias Quintal, garante que não haverá greve no Rio, como a ocorrida na Bahia, porque a "polícia fluminense tem unidade. O policial reconhece que esse é o governo que mais investiu na categoria, como nenhum outro", disse.

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