Polícia do Pará decide manter greve

Os policiais civis do Pará, que estão em greve há uma semana, decidiram manter a paralisação, ao rejeitar proposta do governo do Estado de volta ao trabalho para a retomada das negociações. "Não adianta, o governo não está interessado em resolver o problema e quer empurrar a nossa defasagem salarial com a barriga", disse o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia, Justiniano Alves Júnior. Ele disse ao secretário especial de governo, Manoel Santino Júnior, não haver condições de os policiais acabarem com a greve. "A arrecadação do Estado aumentou, mas o governo continua radicalizando para não dar o reajuste de 30%", afirmou Justiniano. Santino alega que o reajuste iria estourar o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. "A nossa obrigação não é somente com os policiais civis e nem com os mais de 100 mil servidores públicos, mas com seis milhões de paraenses", disse o secretário. A reunião entre Santino e as lideranças dos grevistas foi tensa. No final, os policiais saíram em passeata do Palácio dos Despachos, sede do governo paraense, prometendo manter a paralisação por tempo indeterminado. No começo da noite, 45 delegados estiveram reunidos com o chefe da Polícia, Lauristón Góes, para dizer que são contrários à greve. Eles também afirmaram não reconhecer a liderança de Justiniano Júnior.

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