Polícia Civil recusa reunir-se com Petrelluzzi

Representantes da Polícia Civil se negaram a participar de uma reunião convocada nesta terça-feira pelo secretário de Segurança Pública do estado, Marco Vinicio Petrelluzzi, para rediscutir o reajuste salarial para a Polícia.Na noite desta segunda-feira, o secretário havia conversado com as organizações da Polícia Militar, que afastaram definitivamente a possibilidade de greve.Os policiais reivindicam aumento salarial de 41,4%, mas o governador Geraldo Alckmin havia concedido um aumento que varia entre 6% e 10%, além de aumentar o piso salarial para R% 1 mil, em média.Representantes da Polícia Civil ainda não descartaram a possibilidade de greve. Em uma manifestação nesta terça-feira à tarde, no Largo São Francisco, centro da capital, representantes da Polícia Civil e Militar exigiam melhores salários.Durante a manifestação, o presidente da Associação dos Delegados, Paulo Siquetto, afirmou que a paralisação da categoria pode ser ainda maior que a ocorrida na Bahia, no início de julho.?Acreditamos que o canal de negociação do secretário Petrelluzzi já está esgotado. Queremos dialogar diretamente com o governador Alckmin?, afirmou Siquetto, que considera a hipótese de ir à Assembléia Legislativa pedir aos deputados mudanças no projeto de lei que reajusta os salários, de autoria do governador.O comandante da Polícia Militar, Rui César Melo, se reúne nesta quarta-feira com o ministro da Justiça, José Gregori, para discutir o problema das polícias em São Paulo.O presidente Fernando Henrique receberá governadores que enfrentam problemas salariais com as polícias em seus respectivos Estados e estuda a apresentação de uma medida provisória para dar poder de polícia ao Exército em caso de greve policial.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.