Polícia civil decreta estado de greve no Recife

Detentor de um dos mais altos níveis de violência do País, de acordo com dados da Unesco, Pernambuco enfrenta a insatisfação salarial das polícias civil e militar, que estão mobilizadas e ameaçam com a possibilidade de entrar em greve. A polícia civil decretou estado de greve ontem à noite. Delegados foram às ruas em passeata e amanhã os policiais militares realizam assembléia para decidir se paralisam suas atividades.A Polícia Militar ainda não entrou em acordo com o governo estadual sobre um aumento salarial a ser concedido em duas etapas, nos meses de abril e julho. Já a polícia civil quer impedir que qualquer projeto de aumento da PM venha a ser aprovado pela Assembléia Legislativa por considerá-lo discriminatório, já que não será estendido aos civis. Por sua vez, os delegados querem receber uma gratificação de 225% aprovada em lei estadual de 1997 e que só beneficia os policiais civis de nível intermediário (agentes, comissários e escrivãos).Durante a passeata, da qual participaram 41 dos 360 delegados do Recife, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado (Adepe), Ricardo Varjal, afirmou que a entidade vai ingressar amanhã no Tribunal de Justiça pedindo a prisão do secretário estadual de Administração, Maurício Romão, por descumprimento de sentença judicial. Segundo Varjal, a justiça - em duas instâncias - determinou a extensão da gratificação a todos os policiais civis, incluindo os de nível universitário, a exemplo de delegados e médicos legistas. Mesmo assim, o governo não concedeu o benefício.

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