Polícia Civil de PE prometem bolo pelos 30 dias de greve

Os policiais civis pernambucanos completam nesta quarta-feira um mês em greve e fazem um ato público, durante o qual pretendem se vestir de garçons e servir um bolo de 10 metros chamado "nota dez", em protesto contra a proposta salarial do governo do estado. O governo ofereceu 10% de aumento salarial, quando eles reivindicam 28%, igual ao concedido este ano a bombeiros e policiais militares. "Garçom é que ganha 10%", afirmou o presidente do sindicato da categoria (Sinpol), Henrique Leite. Hoje os grevistas voltaram a adotar o esquema inicial da paralisação - apenas três delegacias metropolitanas funcionando e o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística sem emitir laudos. É uma resposta à decisão do governo estadual de não ultrapassar a proposta dos 10%, sob a alegação de descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Desde o início das negociações, os policiais haviam ampliado o atendimento à população como sinal de boa vontade."Estamos há seis anos com os salários congelados e depois de 10 meses de campanha salarial só querem nos dar 10%", reclamou Leite, afirmando que a categoria pode radicalizar em outra etapa da greve, fechando todas as delegacias e impedindo o IML de receber corpos.Além dos 28%, os policiais querem a elevação no salário-base para R$ 180,00, aumentando o salário inicial da categoria dos atuais R$ 529,00 para R$ 700,00. A greve foi considerada ilegal pela Justiça.De acordo com balanço do Sinpol durante o mês de greve, cerca de 77.500 carteiras de identidade deixaram de ser confeccionadas; 310 perícias de ocorrência deixaram de ser feitas pelo Instituto de Criminalística; 1.151 exames traumatológicos e 177 sexológicos deixaram de ser realizados pelo IML; 540 inquéritos não foram enviados à Justiça e 33.840 queixas comuns não foram registradas pelas 54 delegacias metropolitanas.

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