Polícia Ambiental multa assentados em R$ 3 mi

Uma das maiores multas por crime ambiental foi aplicada esta semana pela Polícia Ambiental contra sete assentados da reforma agrária em Mirante do Paranapanema, no extremo oeste do Estado de São Paulo. A multa é de R$ 3.060.085,00. Eles levavam o gado para pastar numa reserva florestal de 403 hectares. Foram apreendidos 64 animais que causaram grande destruição na reserva.

AE, Agência Estado

19 de junho de 2010 | 10h49

"O dano é grande, se o gado continuar pastando e pisoteando, a área não se recupera. Há capim na reserva, os assentados alegam que o pasto está fraco nos lotes nesta época do ano e, por isso, levam o gado para pastar na reserva", afirmou, em Presidente Prudente, o tenente Mauri Guarizi, comandante do primeiro pelotão da Polícia Ambiental no Pontal do Paranapanema.

Os acusados, originalmente integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), serão processados por crime ambiental. Eles têm prazo de 20 dias para recorrer. "Eles não têm condições de pagar a multa de mais de R$ 3 milhões. A CBRN (Coordenadoria de Biodiversidade de Recursos Naturais), órgão do Ministério da Agricultura, vai arbitrar o valor", explicou o comandante, acrescentando que 14 policiais ambientais participaram do recolhimento do gado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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