Polêmica de calendário será primeiro desafio

Ministro deve ser chamado para opinar

Roldão Arruda, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

15 de fevereiro de 2008 | 00h00

Quando tomar posse, Edson Santos poderá ser chamado para ajudar a resolver uma polêmica que acaba de se instalar dentro do governo. Mais especificamente: no calendário de 2008 distribuído aos servidores da Secretaria da Receita Federal.Ontem, o secretário Jorge Rachid recebeu um manifesto de um grupo de auditores. Nele, afirmam que o povo negro teve um tratamento "ofensivo e injusto" no calendário, onde cada mês é ilustrado com a caricatura de um funcionário alusiva a uma data comemorativa.Em março ele carrega um ovo de Páscoa. Em junho se veste de caipira. O problema está em abril, quando aparece com asas de anjo, sorriso malandro e rabo de diabo. Provavelmente numa referência ao 1º de Abril, Dia da Mentira.O que irritou o grupo, que não se identifica pelos nomes, foi o fato de o funcionário de abril ser negro. "É inadmissível que, na publicação de uma instituição pública, o negro seja identificado com o diabo", disse Wilson Sanches, membro do Disque Racismo, de Salvador, entidade que apóia o manifesto dos auditores.Na direção da secretaria, a reclamação foi considerada injusta e improcedente, segundo sua assessoria.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.