Dida Sampaio/Estadão - 09.11.2013
Dida Sampaio/Estadão - 09.11.2013

Podemos deve unir irmãos Osmar e Alvaro Dias novamente após 15 anos

Os dois participam neste sábado em Brasília do lançamento do partido, novo nome do PTN

Thiago Faria, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2017 | 19h49

BRASÍLIA - Expulsos do PSDB em 2001, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, os irmãos Alvaro Dias e Osmar Dias podem voltar a atuar juntos após quase 15 anos em campos opostos.  

Durante este período,  Osmar esteve filiado ao PDT, aliado dos governos petistas, enquanto Alvaro retornou ao PSDB pouco depois, em 2003. "Na época pedi para que convidassem primeiro o Osmar, mas ele não quis", conta o senador, hoje no PV. 

Alvaro vai novamente mudar de legenda e assina neste sábado (1º) sua filiação ao Podemos, novo nome do PTN. Sua intenção é disputar a Presidência da República em 2018. Ele tenta levar o irmão, Osmar, para ser candidato ao governo do Paraná pela nova sigla e, assim, retomar a dobradinha que já tiveram no governo do Paraná (como governador e secretário) e no próprio Senado. "Houve uma separação de partidos, mas jamais uma separação de pensamentos e ideias. Sempre tivemos um relacionamento de irmãos", afirmou Osmar ao Estado. Ele participa hoje do ato de assinatura da filiação do irmão ao Podemos em Brasília."Em qualquer partido que eu esteja o meu candidato a presidente é o Álvaro."

Esse companheirismo mesmo em campos opostos já causou situações inusitadas, como em 2010, quando o então senador Osmar Dias teve a candidatura ao governo do Paraná ameaçada após o irmão ser anunciado como vice na chapa presidencial de José Serra. Na época, a candidatura de Osmar tinha o apoio do PT e serviria de palanque para Dilma Rousseff no Estado.

Alvaro acabou sendo barrado pelo DEM, que indicou Índio da Costa como vice de Serra, e Osmar se candidatou, mas perdeu a corrida eleitoral pelo Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense, para o tucano Beto Richa.

Antes de oficializar o reencontro partidário da família, Osmar diz preferir analisar o cenário eleitoral local. "A possibilidade de estar no Podemos é concreta, mas não farei esse movimento por enquanto. As questões têm que ser feitas em etapas", afirma.

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