Pode ter havido 'julgamento antecipado' de Tosto, diz Jorge

Segundo o ministro, 'o conselho não manda nada' em decisões do dia-a-dia do banco

Patrícia Campos Mello, correspondente de O Estado de S. Paulo,

28 de abril de 2008 | 21h12

O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirmou no domingo, 27, que pode ter sido feito um "julgamento antecipado" do advogado Ricardo Tosto de Oliveira Carvalho, que a Operação Santa Tereza aponta como beneficiário de suposto desvio de recursos públicos do BNDES. Tosto fazia parte do conselho do BNDES e foi preso pela Policia Federal, acusado de facilitar empréstimos para prefeituras. "Não existe nenhuma possibilidade de um integrante do conselho do BNDES influenciar em liberação de empréstimo ou qualquer outra decisão do banco; pode ter sido feito um julgamento antecipado", disse Jorge. "Achei uma grande coincidência o fato de Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal, ter criticado ações pirotécnicas, no dia de sua posse, e algumas horas depois, acontecer a prisão de Tosto." Segundo o ministro, "O conselho não manda nada" em decisões do dia-a-dia do banco, ele decide apenas sobre fatores regimentais e questões macro da instituição. Segundo ele, existem várias empresas de consultoria que oferecem serviços para desburocratizar, para ajudar com a papelada, - mas ninguém facilita concessão de empréstimo. Como presidente do conselho do BNDES, Jorge participou de três reuniões trimestrais com Tosto.

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