Pó suspeito enviado em carta ao STF era lactose, aponta laudo

Na 5ª, uma carta anônima, endereçada a Mendes, foi aberta e um pó suspeito foi sugado pelo ar condicionado

Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2008 | 18h22

Era lactose, simplesmente açúcar de leite, o pó branco encontrado na quinta-feira no 3º andar do Supremo Tribunal Federal (STF), que causou grande alvoroço ante a suspeita de que se tratasse de algum produto tóxico ou atentado contra algum ministro. A constatação que o produto é inofensivo é de laudo preliminar do Instituto Nacional de Criminalística, que está analisando amostra do pó branco para emitir laudo definitivo nos próximos dias. A informação consta de nota oficial que acaba de ser divulgada pela Polícia Federal. A perícia está sendo realizada a pedido do STF.  "Foi feita a coleta do material que, ao ser submetido à análise pelos peritos criminais federais, apurou tratar-se de lactose (açúcar do leite), produto sem toxicidade", diz a nota da PF. A Polícia Federal informou ainda que abriu investigação com "prioridade máxima" no sentido de identificar o responsável pelo envio da correspondência. No final da tarde de quinta-feira, uma carta anônima, endereçada ao presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, foi aberta e um pó suspeito foi sugado pelo ar condicionado do prédio causando temor entre os funcionários. Gilmar Mendes não estava mais no local, pois tinha viajado para o Maranhão. Cerca de 45 minutos antes da abertura da carta, um telefonema anônimo ao STF informou que uma bomba iria estourar no prédio anexo.

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