PMs se aproximam de fazenda de Jader

Cerca de 130 policiais militares já estão próximos à fazenda Chão de Estrelas, pertencente ao presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), para remover os 800 integrantes do MST que invadiram a propriedade há duas semanas. O clima da região é tenso: os sem-terra prometem resistir ao cumprimento do mandado de reintegração de posse, expedido pela Justiça na sexta-feira passada. A assessoria do Comando da PM informou que apenas um pequeno grupo de policiais estará usando arma de fogo, enquanto que o restante do contigente usará bomba de efeito moral e gás lacrimogêneo, se houver resistência. A PM também está levando para o local cães e a cavalaria. Uma reunião entre integrantes do MST, Ministério Público, governo do Estado e Incra não chegou a nenhuma conclusão. Os sem-terra alegam que a área é improdutiva e que as terras de Jader são griladas. "O governo federal não quer se convencer de que a fazenda é grilada. Mesmo com essa dúvida, manteve a autorização para retirar o pessoas", afirmou o coordenador do MST no Pará, Raimundo Nonato de Souza. O Incra mantém a posição de que a propriedade do presidente do Senado está legalizada e é produtiva. Em contrapartida, ofereceu quatro áreas para que os sem-terra formem novo acampamento. A maior preocupação dos dois lados é com um possível confronto entre sem-terra e policiais militares, como o ocorrido em 19 de abril de 1997, em Eldorado do Carajás, que resultou em 19 mortos. A PM iria convidar representantes da Câmara Municipal de Aurora do Pará - cidade onde está situada a fazenda - além da prefeitura, Ministério Público e OAB, para acompanhar a desocupação. "A situação na fazenda é muito delicada", diz Souza, afirmando ainda que a Justiça determinou também a prisão de cinco lideranças do movimento. Nesta tarde não havia ninguém no fórum de Aurora do Pará para confirmar a informação.

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