PMs de Minas prestam solidariedade aos de TO

A Associação de Praças Policiais e Bombeiros de Minas Gerais (Aspra), uma das entidades que esteve à frente da greve na PM do Estado, em 1997, na qual houve a morte de um cabo, divulgou nota de solidariedade aos policiais militares sublevados em Tocantins. Segundo a Aspra, o movimento reflete "o quadro de miséria a que estão submetidos os profissionais de segurança" daquele Estado. A entidade também acusa o governador Siqueira Campos de intransigência, na medida que estaria se recusando a negociar com os grevistas. Para a Aspra, embora pessoas "oportunistas" estejam querendo classaificar os policiais tocantinenses como "revoltosos e baderneiros", eles apenas defendem seus direitos. Em Minas, não há perspectiva de greve na PM, já que os policiais receberam aumentos de até 28% nos salários, no ano passado, concedidos pelo governador Itamar Franco (PMDB). A categoria chegou a ser acusada de privilégios por outros setores do funcionalismo, como os professores, cujo salário mínimo, de R$ 450,00, passou a ser metade do que ganha um soldado da PM. Em julho, como parte do acordo de 2000, o policial em início de carreira receberá R$ 1.000,00.

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