PMs baianos querem parentes em assembléia

Familiares dos policiais militares baianos devem comparecer à assembléia conjunta das polícias civil e militar marcada para amanhã, no Sindicato dos Bancários da Bahia, para decidir uma greve por tempo indeterminado da categoria que luta por melhores salários. Para evitar a presença dos militares na reunião, o Comando da PM decidiu colocar toda a tropa de prontidão nos quartéis do Estado. No entanto, os policiais vão aproveitar o aquartelamento da tropa para paralisar as atividades e promover assembléias nos 25 quartéis da capital e 15 do interior. Na tentativa de evitar a greve, o governador César Borges (PFL) anunciou uma série de medidas, principalmente a concessão de gratificações, representando um aumento este mês de 14% para dez mil policiais dos níveis II e III, o que no entanto deixa de fora do benefício outros 18 mil integrantes da tropa que seriam promovidos até janeiro. Embora dirigentes de entidades que congregam integrantes da PM baiana, como a Associação dos Cabos e Soldados, reconheçam haver "interesse do governador" em resolver a situação dos militares, o aumento proposto está muito longe do que pedem os policiais. Eles ganham um salário-base de R$ 600 e estão reivindicando o dobro, R$ 1,2 mil. Além da questão salarial, os policiais militares estão exigindo a libertação do tenente Everton Uzeda e o sargento Manoel Isidóro de Santana, líderes do movimento, presos por insubordinação. No domingo, eles deixaram no Ministério da Justiça em Brasília um documento relatando a situação salarial da PM baiana. Uzeda foi preso ao retornar em Salvador e Santana, numa pousada em Brasília, por uma equipe de policiais enviada pelo comando da PM baiana.

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