PMDB vai definir substituto de Bezerra

A cúpula do PMDB reúne-se nesta segunda-feira para definir o nome do futuro ministro daIntegração Nacional. O substituto do senador Fernando Bezerra (RN), que deixou o PMDB e o ministério há três semanas, deveráser anunciado até o fim desta semana.O presidente Fernando Henrique Cardoso e os peemedebistas resolveram esperar arenúncia do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), prevista para esta quarta-feira, para escolher o novo ministro.?A idéia é definir o novo ministro o mais rápido possível?, afirmou nesta segunda-feira o líder do PMDB na Câmara, deputado Geddel VieiraLima (BA).O nome mais cotado para assumir a pasta continua sendo o do senador Ramez Tebet (MS). ?Hoje o nome de maiorconsenso no partido é do senador Tebet?, confirmou um integrante da cúpula peemedebista.A proposta é que o Ministério daIntegração Nacional fique a cargo de um senador das regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste. Assim que definirem quem deverá ser o futuro ministro, os peemedebistas levarão a sugestão imediatamente ao presidenteFernando Henrique. E o Palácio do Planalto deverá anunciar o novo titular da Integração Nacional ainda esta semana, na quintaou na sexta-feira.?Estamos esperando somente o desfecho do caso do ACM para o anúncio do novo ministro?, afirmou um dirigente do PMDB.OMinistério da Integração Nacional será ocupado por um senador, porque coube à bancada da Câmara escolher o ministro dosTransportes, pasta dirigida pelo ex-deputado Eliseu Padilha.E o futuro titular da Integração Nacional será do Norte, Nordeste ouCentro?Oeste, porque são as regiões prioritárias de atuação do Ministério.Um dos nomes que chegaram a ser cogitados para o Ministério da Integração Nacional foi o do ex-presidente da Câmara Michel Temer(PMDB-SP). Mas temer recusou o cargo porque prefere ser eleito presidente do PMDB, em setembro.Os peemedebistasalinhados com o Palácio do Planalto acreditam que Temer tem chances de derrotar o ex-presidente do PMDB e ex-deputadoPaes de Andrade (CE), que também irá candidatar-se à presidência do partido e é da ala contrária ao governo de FernandoHenrique Cardoso.A ala governista do PMDB está confiante na eleição de Temer porque, em sua avaliação, a força do ex-presidente da Câmara nopartido cresceu.Na semana passada, Temer rachou o PMDB em São Paulo, que sempre foi comandado pelo ex-governador Orestes Quércia, eobteve o apoio de 44% dos convencionais da legenda.E na reunião da cúpula do PMDB, que deverá ocorrer nesta terça-feira na casa do presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), asucessão dentro do partido também será abordada, ao lado das discussões em torno da escolha do futuro ministro da IntegraçãoNacional.Os dirigentes peemedebistas também pretendem analisar o lançamento de candidatura própria do PMDB à presidênciada República. Atualmente, tanto a ala governista como a rebelde defendem a necessidade de candidato próprio nas eleições geraisde 2002.Ambas as alas acreditam ser essencial a candidatura própria para que o PMDB tenha força para eleger a maior bancada naCâmara e no Senado. ?A princípio, todos nós defendemos a tese da candidatura própria?, observou o líder Geddel.Um dos nomesmais cotados para disputar pelo partido as eleições de 2002 é o do governador de Minas Gerais, Itamar Franco.O crescimento da candidatura de Itamar Franco preocupa os peemebistas e até o presidente Fernando Henrique que, nasemana passada, reuniu-se com governadores do PMDB para tentar impedir a candidatura de Itamar Franco.?Pode até ser que agente ponha um freio na candidatura do governador de Minas, mas com certeza o PMDB vai ter candidato à presidência?, garantiuum peemedebista.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.