PMDB tem grande presença no governo federal

O PMDB tem pelo menos 150 cargos dos 600 que são preenchidos por indicações de parlamentares. E ainda três ministérios, dentre eles o dos Transportes um dos maiores da República e com presença física em todos os Estados. A redução desse espaço depende exclusivamente do presidente Fernando Henrique Cardoso.Terceiro maior partido na Câmara e maior no Senado, o partido tem comportamento duplo em relação ao governo. Seus ministros e funcionários graduados alinham odiscurso com Palácio do Planalto. É a ala governista.Uma outra ala que tem na liderança o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, é francamente oposicionista. Defende o rompimento com o governo e a conseqüente devolução de todos os cargos. Essa atitude contemplaria o projeto de Itamar Franco de sair candidato a Presidente por um PMDB inteiramente oposicionista."Não sou favorável à entrega dos cargos porque agora é muito tarde e iria parecer uma debandada", argumentou o governador do Rio Grande do Norte, Garibaldi Alves. "Issoteria que ter sido feito há um ano e meio." CargosAs delegacias regionais do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) são uma das principais fontesde poder do PMDB, uma vez que o órgão é considerado estratégico pelo montante de recursos e de obras. E nem mesmo a extinção do DNER, que ocorreu no início de junho, deverá reduzir o número de cargos ocupados por apadrinhados políticos de parlamentares do PMDB. Até setembro, o Departamento será substituído pelas agênciasNacional de Transporte Terrestre (ANTT) e a Aquaviários (ANTAQ) e ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).A exemplo do que ocorreu no setor de telecomunicações, as duas agências de transportes serão comandadas por executivos com mandato de cinco anos e sabatinados pelos senadores. Mas para o DNIT, o qual será encarregado pela execução de obras em todo o País, as indicações deverão continuar a ser políticas. As verbas para obras ficarão neste departamento, que irá manter a estrutura das 22 delegacias regionais do antigo DNER. "Esse modelo de agência, tal como foi concebido, não funciona porque o Ministério dos Transportes não foi extinto e continuará com todo o poder na mão", observou um pefelista.O PMDB irá definir se entrega ou não os cargos federais que ocupa em setembro, durante convenção do partido. Se a maioria dos peemedebistas for favorável ao rompimento imediato com o governo federal, os cerca de 150 cargos ocupados pelo partido serão devolvidos. O próprio presidente Fernando Henrique Cardoso já deu doisultimatos ao partido cobrando a devolução dos postos comandados por peemedebistas, em represália à oposição a seu governo que vem sendo feita por parte do PMDB.

Agencia Estado,

17 de julho de 2001 | 16h42

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