PMDB-SP oficializa apoio à reeleição de Michel Temer

O PMDB de São Paulo oficializou nesta segunda-feira o apoio à reeleição do deputado Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência nacional da legenda. Temer, no entanto, não esteve presente no evento, realizado no diretório paulista do partido, pois foi a Brasília para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva."Michel Temer até tentou postergar o encontro com o presidente Lula para participar deste evento, mas não foi possível", explicou o presidente regional da legenda, ex-governador Orestes Quércia.De acordo com ele, a "tendência" é de que Temer e o outro pré-candidato, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim, cheguem a um acordo para que apenas uma chapa seja inscrita para a Convenção Nacional, prevista para março."Entendemos que não pode haver duas candidaturas, porque essa disputa racharia o partido", avaliou Quércia. "Pela primeira vez, nos últimos anos, vemos um entendimento partidário, em torno da participação no governo Lula, e uma eleição poderia interromper este bom momento."Na visão do presidente estadual, ao convidar Temer para discutir nesta segunda-feira a presença do PMDB no governo, o presidente Lula deu um "sinal de fortalecimento" à candidatura do peemedebista à reeleição. "Dizem que o ministro Jobim seria o nome favorito do presidente Lula, mas o convite para debater o ministério com o Temer foi uma clara demonstração de fortalecimento da reeleição e de sua interlocução com o presidente da República", argumentou.Caso a candidatura de Jobim seja mantida, Quércia admitiu que poderá haver votação dos cerca de mil delegados partidários. "Acho mais provável que não exista disputa, mas, pelo estatuto do partido, poderia haver uma votação na Convenção Nacional", declarou. "Neste caso, tudo pode acontecer".Sobre a participação do PMDB no ministério, Quércia disse que deveria ser "no mínimo, equivalente" à participação do PT. "O PT só ganhou a presidência da Câmara com o apoio do PMDB", opinou. "Para o bem da governabilidade, os dois partidos deveriam ter presença equivalente no governo".

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