PMDB se une para disputar cargos do 2º escalão do governo

O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), fez nesta quinta-feira, 29, uma visita de cortesia ao presidente do Senado, senador Renan Calheiros (AL), para selar oficialmente a paz interna no partido. "Foi uma costura difícil e cuidadosa. Mas, como não havia divergências pessoais, nos reajustamos politicamente", resumiu Temer, ao final do encontro com Renan. A disputa pelos cargos do segundo escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabou unindo os dois grupos. A cúpula peemedebista no Senado, comandada por Renan e pelo senador José Sarney (AP), e a direção do partido na Câmara, em que se destacam Temer e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (BA), estavam praticamente rompidas havia três meses. Primeiro, o grupo do Senado apoiou a reeleição do deputado Aldo Rebelo (PC do B) para a presidência da Câmara, enquanto os deputados liderados por Temer e Geddel trabalharam pela eleição do deputado petista Arlindo Chinaglia (SP).Logo em seguida, os senadores peemedebistas aderiram à candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Nelson Jobim contra a reeleição de Temer para o comando partidário. Só agora, em meio à disputa entre os partidos da base governista pelos cargos do segundo escalão federal, o PMDB decidiu se unir. Com isso, Temer consolida sua liderança na legenda, superando o boicote de 18% dos convencionais que lhe negaram o voto quando se reelegeu presidente do partido.A pacificação começou a ser acertada na noite da última quarta-feira, em jantar oferecido pela líder do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (MA), aos presidentes do partido e do Senado e aos líderes peemedebistas nas duas Casas do Legislativo. Depois do acerto interno, o próximo passo será um encontro mais amplo, marcado para 11 de abril, em Brasília, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, das duas bancadas de deputados e senadores e dos governadores do partido.

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