PMDB se une contra candidatura de Jobim à presidência

A ofensiva do Palácio do Planalto para transformar o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, em interlocutor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no PMDB fracassou. Lula era apontado como padrinho da candidatura independente de Jobim à presidência do PMDB, hoje presidido pelo deputado Michel Temer. Por conta dessa movimentação, a cúpula governista reagiu e uniu-se à ala independente para brecar a articulação palaciana. Quem ganha com isso é Temer, que poderá ser reeleito. Seu mandato, já prorrogado, termina em abril de 2007, mas tanto o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como o senador José Sarney (PMDB-AP), que romperam com Temer por mais de um ano e chegaram a cogitar sua destituição, desejam agora mantê-lo no posto. Eles mudaram para não permitir que a interlocução entre o partido e o governo se dê à revelia deles. Depois da pacificação entre as duas alas e da adesão ao governo, tanto a dupla de senadores quanto os deputados Jader Barbalho (PMDB-PA) e Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) apontam Temer como boa alternativa para presidir a legenda. "Qual o problema de ser um ou outro o presidente do partido?", indagou Renan, referindo-se à Jobim e Temer. "O importante é que o partido esteja unido e tenha uma executiva nacional representativa desta união." Ao mesmo tempo em que participa da articulação a favor de Temer, Renan movimenta-se para se livrar da imagem de "candidato chapa-branca" à presidência do Senado. O candidato da oposição, José Agripino Maia (PFL-RN), tem explorado essa questão e pregado a independência do Congresso em relação ao governo. "Esta disputa do candidato do governo contra o candidato da oposição não haverá no Senado", afirmou Renan.

Agencia Estado,

04 Dezembro 2006 | 19h46

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