PMDB se irrita com ataques a Jader

O PMDB manifestou nesta terça-feira,publicamente, sua irritação com o presidente Fernando Henrique Cardoso e com a equipe econômica do governo.Os cardeais dopartido não se conformam com o comportamento que consideram "vacilante" do Banco Central (BC) no caso do desvio de recursos do Banpará,envolvendo o nome do presidente do Senado, Jader Barbalho (PA), e também protestam contra a demora do presidente em definira amplitude da reforma ministerial e o nome do substituto do senador Fernando Bezerra (PTB-RN) no Ministério da IntegraçãoNacional.A reação do PMDB vem em resposta ao mais recente movimento do BC para trazer o caso Banpará de volta à agenda doCongresso, no momento em que o PT articula para transformar Jader em ?bola da vez?, seja pela CPI da Corrupção ou peloConselho de Ética do Senado.?Isto é ridículo?, protestou Jader. Diante da insistência do PT em submetê-lo a uma investigaçãosem apresentar nenhuma prova concreta, os cardeais do PMDB ameaçam arrastar o líder José Eduardo Dutra (PT-SE)para o banco dos réus, exigindo explicações sobre a ?real participação? do petista no episódio da violação do painel.Escaladopara rebater os golpes, o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), acusou o presidente do BC, Armínio Fraga, de agir?de forma covarde?, dando espaço para que um caso já encerrado pelos inspetores do próprio Banco, volte à baila.?O Armínio deviacuidar mais das funções dele, que é a política monetária, e se preocupar em baixar os juros?, criticou Geddel, recomendando?mais coragem? ao presidente, uma vez que os inspetores do BC já assinaram parecer salientando que, muito embora tenham ?seesmerado? na busca de documentação, não conseguiram detectar ?provas suficientes, robustas e convincentes no sentido deindiciar Jader?.O parecer do Departamento Jurídico do BC, datado de 6 de maio de 1992, conclui dizendo ?resultar inócuo, insistirna busca de provas complementares?.Na esteira dos ataques pessoais a Armínio, tanto Geddel quanto o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL),aproveitaram para reforçar as críticas à toda equipe econômica.?O governo precisa ter contornos mais sociais e mais humanos,para que seus benefícios possam ser sentidos pela Nação?, reclamou Renan, ao destacar que o PMDB não está entrando emnenhum ?pugilato? para ampliar os recursos dos ministérios do PMDB.

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