André Dusek|Estadão
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PMDB sabe o que quer, diz líder do partido no Senado sobre impeachment

'O PMDB sabe o que quer, sabe o momento em que deve fazer e como fazer', afirmou Eunício Oliveira

Isabela Bonfim, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2016 | 15h27

Brasília - Após cobranças da oposição para que o PMDB assuma uma posição sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o líder do partido, Eunício Oliveira (CE), afirmou que o partido sabe como proceder. "O PMDB sabe o que quer, sabe o momento em que deve fazer e como fazer", afirmou Eunício. 

Segundo ele, o partido apresentou desde um início uma posição muito clara, que é o compromisso em pôr fim à crise econômica. "Desde o primeiro momento em sua convenção, o PMDB tem dito que não quer entregar o Brasil para a crise", alegou. 

Por outro lado, Eunício argumenta que é preciso analisar todos os movimentos antes de tomar partido. "Não é uma defesa de A ou de B. Tem que se avaliar o que vai acontecer na Câmara, onde o processo de impeachment está sendo instalado. Temos que acompanhar isso", afirmou. Na convenção, realizada no último dia 12, o partido decidiu aguardar 30 dias até tomar uma decisão definitiva sobre manter o apoio à presidente. No mesmo período, o PMDB não deveria assumir cargos no governo. Entretanto, o deputado Mauro Lopes tomou posse como novo ministro da Aviação Civil na manhã de hoje, ao lado de Lula. 

Após reunião na manhã desta quinta-feira, 17, no gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG), a oposição decidiu que a estratégia agora será cobrar que o PMDB assuma uma posição para fortalecer o processo de impeachment.

Segundo o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), já chegou a hora de o PMDB se manifestar. Ele afirmou que a oposição vai cobrar atitudes do partido, tanto em conversas privadas, como no plenário.

Ausências - Eunício é um dos membros da cúpula do PMDB que não compareceu hoje à cerimônia de posse de Lula como ministro-chefe da Casa Civil, assim como o vice-presidente, Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR). O grupo se reuniu na noite desta quarta-feira na residência oficial do presidente do Senado e concluiu que não era oportuno participar do evento.

Enquanto Temer e Jucá voltaram para seus Estados, Eunício permaneceu em Brasília, onde mora, mas não deu explicações claras para não comparecer à posse. Ele alegou que tinha outros compromisso e que, de fato, não participa de todas as cerimônias.

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