PMDB-RS reage a Itamar e quer Simon na presidência

O PMDB gaúcho reagiu à decisão do governador Itamar Franco (MG) de disputar a presidência nacional do partido, e lançou o senador Pedro Simon (RS) para o cargo. Os dois peemedebistas já disputam a indicação para concorrer à Presidência da República, e agora também entram na briga pelo comando do partido, antecipando, na prática, a escolha que ocorreria só no ano que vem. O lançamento do nome de Simon foi feito pelo presidente do PMDB gaúcho e 3º vice-presidente nacional, o deputado Cezar Schirmer. De acordo com o peemedebista, Itamar rompeu um acordo que havia, para buscar uma chapa consensual até a convenção nacional de 9 de setembro. "Vários presidentes estaduais iriam se reunir no dia 8 de agosto para discutir uma chapa representativa da unidade, mas surpreendentemente o Itamar se lançou", afirmou Schirmer.O presidente do PMDB gaúcho acha que "nenhum dos candidatos à Presidência deveria liderar o partido", mas frente à decisão de Itamar, não viu outra saída senão lançar Simon também. "Estou na expectativa de que o Itamar volte atrás." O senador peemedebista criticou a decisão do ex-presidente, de quem foi líder no Congresso, lembrando o caso de Ulisses Guimarães, para mostrar que as duas funções - candidato e presidente do partido - são incompatíveis.De férias com a família, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, afirmou à Rádio Gaúcha que Simon é favorito numa disputa com Itamar pela presidência do partido. Ele não quis se posicionar sobre a proposta do senador, para que o partido saia imediatamente do governo Fernando Henrique Cardoso, mas disse que a decisão deve ser tomada até setembro. "Isso se, até lá, o presidente não solicitar os cargos", disse o ministro, garantindo que segue o partido, mas não mantém fidelidade a Fernando Henrique. "Eu já falei que é mais fácil eu ir para casa do que fazer crítica ao presidente, caso meu partido saia do governo, mas a decisão do partido será a minha decisão." Nesta quinta-feira, Simon vai se reunir com o grupo do ex-governador gaúcho Antônio Britto (RS), que tem feito críticas a ele e Schirmer, pela proximidade com a cúpula nacional do partido. As declarações de Simon pedindo o afastamento do PMDB do governo já são um sinal de que ele busca uma conciliação do PMDB gaúcho, dividido entre Padilha e Britto.

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