PMDB-RO vão vê risco da reeleição de Confúcio

O presidente em exercício do PMDB de Rondônia, Tomás Correia, negou, em entrevista ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, que a operação da Polícia Federal que envolveu Confúcio Moura coloque em xeque a reeleição do governador do partido. Esta manhã, a PF deflagrou a Operação Plateias, que desarticulou um esquema de corrupção que tinha por objetivo abastecer o caixa de campanhas do PMDB no Estado.

RICARDO BRITO, Estadão Conteúdo

20 de novembro de 2014 | 15h31

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que a polícia cumpra uma série de ordens judiciais, entre elas a de conduzir coercitivamente Confúcio Moura para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados. "Não creio que tenha isso (o poder de colocar em xeque a reeleição de Confúcio)", afirmou. "Não vejo vinculação com essa eleição em si", completou.

Mesmo tendo ressalvado que não dispõe de detalhes da ação da PF, o presidente do PMDB de Rondônia saiu em defesa do governador reeleito. "Eu conheço bem o governador, desde 1982. Conheci como médico bem-sucedido e sinceramente tenho absoluta certeza de que é um homem correto de suas ações", afirmou.

Tomás Correia é o primeiro suplente do senador Valdir Raupp, um dos vice-presidentes do PMDB e aliado de Confúcio Moura. Desde a manhã, a reportagem tenta localizar Raupp sem sucesso para comentar a ação da PF.

Segundo o presidente do PMDB local, as apurações dizem respeito a fatos "de lá de trás", referentes à primeira eleição do governador. Para ele, a ação seria consequência de uma operação anterior que investigou irregularidades na Secretaria de Saúde estadual.

Correia afirmou que está em Jaru, município distante 300 quilômetros de Porto Velho, e seguirá agora para a capital do Estado para tentar se informar de detalhes da ação da PF. Ele disse que ainda não teve contato com Confúcio nem com qualquer integrante da equipe do governador.

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