PMDB-RJ revoga acordo com DEM e deve ter candidatura

Isso ocorre após rompimento da aliança PMDB- PT e, com isso, partido de Garotinho deve lançar candidato

Alexandre Rodrigues, de O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2008 | 16h47

O PMDB do Rio de Janeiro decidiu na tarde desta segunda-feira, 9, que terá candidato próprio à sucessão do prefeito Cesar Maia (DEM) na capital fluminense. No entanto, a definição do candidato ficou para a convenção do partido, no próximo dia 22. A reunião do diretório do partido, dirigida pelo presidente regional da legenda, Anthony Garotinho, foi precedida pela leitura, feita pelo presidente da Assembléia do Rio, Jorge Picciani, de uma nota de desgravo ao ex-governador. Garotinho foi investigado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público Federal por ligação com um esquema de corrupção de policiais civis envolvidos com a máfia dos caça-níqueis. Entre os acusados está o deputado estadual Álvaro Lins (PMDB), chefe de Polícia Civil no governo de Rosinha Matheus, que chegou a ser preso no mês passado.   Veja Também:   Calendário eleitoral das eleições deste ano      Em sua primeira aparição pública após o escândalo, Garotinho acusou a PF de perseguição política. "A PF não pode ser a polícia do PT, mas a da sociedade, para punir quem deve punir", afirmou o ex-governador, que sugeriu à PF que investigue nomes como o dos petistas José Dirceu e Delúbio Soares, protagonistas do escândalo do mensalão.   Garotinho leu uma resolução do diretório do partido que decidiu, por unanimidade, revogar a o acordo que o PMDB havia firmado com o DEM em setembro do ano passado e voltar à tese da candidatura própria. A decisão também enterra o apoio do PMDB à candidatura do petista Alessandro Molon, costurado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) e retirado pelo próprio na semana passada. Três pré-candidatos devem disputar a convenção do dia 22: O ex-tucano Eduardo Paes, candidato preferido de Cabral, o deputado federal Marcelo Itagiba, ligado a Garotinho, e o ator Jorge Coutinho, militante de uma corrente minoritária.   Picciani, considerado a maior força política do partido no Rio, já declarou apoio a Paes, o que fortalece o candidato de Cabral. O ex-secretário de Esportes e Lazer e o governador não compareceram. Apenas três secretários do governo Cabral participaram da reunião. Já Itagiba discursou confiante na possibilidade de vitória na convenção. Texto atualizado às 17h20

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