PMDB respalda Barbalho

O presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jader Barbalho (PA), foi escolhido nesta terça-feira candidato oficial da legenda a presidente da Casa, com um placar que impõe uma derrota ao principal adversário dele: o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).Barbalho obteve 23 dos 26 votos dos senadores peemedebistas que se reuniram nesta terça para tratar da sucessão. Apenas o senador Roberto Requião (PMDB-PR) votou contra ele, e o senador José Fogaça (PMDB-RS) absteve-se. O ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP), cuja candidatura avulsa no plenário ainda é a última esperança de ACM para derrotar Barbalho, não compareceu à reunião. ACM apostava todas as fichas num placar desconfortável a Barbalho, em que os dissidentes somariam seis a oito votos. Depois de distribuir a todos os senadores o livro "Jader, o Brasil não merece", com uma coletânea das denúncias de corrupção que ele mesmo tratara de propagar nos últimos dez meses, ACM acreditava que o desafeto teria, no mínimo, problema de quórum na reunião da bancada. Mas Barbalho não foi vítima do esvaziamento esperado e pôs ACM na berlinda, durante as quase quatro horas de conversa.O candidato abriu o encontro com uma espécie de dossiê anti-denúncias, em que exibiu certidões negativas do Ministério Público Federal (MPF) e do Pará, para mostrar que ele não está sendo investigado pela Justiça e que não existe condenação nem processo contra ele. "Aceito perder hoje (nesta terça-feira), na bancada, mas não aceito ser derrotado por um veto", disse Barbalho, referindo-se a ACM.Antes de passar o comando da reunião ao primeiro-vice-presidente do PMDB, senador José Alencar (MG), "para evitar constrangimentos", Barbalho propôs que quem quisesse apresentar a candidatura a presidente da Casa deveria fazê-lo naquele instante. Acertou-se, então, a preliminar da votação: a decisão da bancada deveria ser seguida por todos no plenário, dia 14, quando será eleito o sucessor de ACM.

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