PMDB reforçará filiações para disputa de Cuiabá

As principais lideranças nacionais do PMDB desembarcarão na quinta-feira em Cuiabá para a filiação do empresário João Dorileo Leal, que será o candidato da legenda à prefeitura da capital matogrossense no próximo ano. A adesão do empresário do ramo das comunicações reafirma a estratégia do PMDB de filiar (e refiliar) lideranças políticas regionais a fim de tentar eleger o maior número de prefeitos nas próximas eleições, em que terá o PT como principal adversário.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

30 de agosto de 2011 | 15h33

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), e o vice-presidente da República, Michel Temer, encabeçarão a comitiva que vai a Cuiabá. Com a filiação de Dorileou, superintendente do Grupo Gazeta/CBN, e de pelo menos mais 30 políticos matogrossenses, que disputarão vagas de vereador, o PMDB tenta conquistar a Prefeitura de Cuiabá, que nos últimos anos esteve no comando do PSDB e do PTB. No ano passado, o tucano Wilson Santos afastou-se da prefeitura para disputar o governo local, mas perdeu para o peemedebista Silval Barbosa. O vice Francisco Galindo (PTB) assumiu o lugar de Santos.

Em Mato Grosso do Sul, o PMDB trabalha para refiliar uma liderança local, o deputado federal e ex-secretário estadual Edson Giroto (PR), para que seja o candidato do partido à Prefeitura de Campo Grande. O objetivo é manter o controle da capital, que é administrada pelo peemedebista Nelson Trad Filho. O PMDB também reelegeu no ano passado o governador André Puccinelli (PMDB).

A estratégia de filiar e refiliar lideranças políticas locais a fim de se fortalecer para o embate com o PT repete-se em outros Estados. Começou em São Paulo, com as filiações do deputado federal Gabriel Chalita e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que trocaram o PSB pelo PMDB. Chalita é o pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo.

E na Bahia, o presidente do PMDB estadual e ex-ministro da Integração Regional Geddel Vieira Lima se empenha para refiliar o radialista Mário Kertész. Ele foi prefeito de Salvador em 1986 e, se aceitar o convite, voltará a disputar a prefeitura da capital baiana no ano que vem.

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