PMDB quer usar CPI da Petrobras como instrumento de barganha

Partido tem três dos 11 senadores e será o fiel da balança na comissão; PT quer domar as investigações

Agência Estado

20 de maio de 2009 | 07h40

Com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras instalada, o PMDB deu na terça-feira, 19, sinais de independência em relação ao Palácio do Planalto. O partido tem três senadores entre os 11 titulares e será o fiel da balança na comissão.

 

O PMDB pretende usar a CPI como instrumento de barganha com o governo, diante da vontade do PT de tratorar as investigações. Na terça-feira, um racha na base governista impediu que os partidos aliados indicassem seus representantes na comissão, aberta para investigar supostas irregularidades na estatal e na Agência Nacional de Petróleo (ANP).

 

Além dos desentendimentos entre o PMDB liderado por Renan Calheiros (AL) e o PT comandado pelo senador Aloizio Mercadante (SP), a base aliada não consegue se entender em torno de uma estratégia para conduzir a comissão. Setores expressivos do PT e do governo querem a tática do rolo compressor, mas peemedebistas rejeitam a ideia de uma CPI chapa-branca, com governistas na presidência e na relatoria.

 

Com tantos problemas, a definição deve se arrastar até a próxima semana. Se prevalecer a tese do PMDB, o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) tem boas chances de ser eleito presidente da CPI. "O nome dele é palatável. Precisamos de tempo para conversar e baixar a temperatura", confirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).

 

Mas a vontade do PMDB em dividir o comando da CPI com a oposição tem um limite. Os tucanos, que radicalizaram para forçar a abertura do inquérito, terão que ficar fora da presidência. Da relatoria, o governo não abre mão.

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