PMDB quer que Dilma defina regras para escolher segundo escalão

Partido reclama do 'esvaziamento' das pastas do partido

05 de janeiro de 2011 | 12h58

Além de reivindicar mais "inserção no poder de decisão" do Planalto e de não aceitar a ameaça de veto ao aumento do salário mínimo feita pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), a cúpula do partido decidiu no jantar de terça-feira, 4, não aceitar que seus ministros tenham suas pastas esvaziadas.

 

No jantar, na casa da governadora Roseana Sarney (AM), o partido queixou-se que o Ministério da Agricultura, onde foi mantido Wagner Rossi, titular das pasta desde o governo Lula, está sendo "esvaziado pela Fazenda". Rossi disse à cúpula do partido que está havendo transferências de atribuições da Agricultura para a Fazenda sem uma discussão prévia com o ministro.

 

Estavam no jantar, além do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), os ministros Garibaldi Alves (Previdência Social), Pedro Novais (Turismo), Edison Lobão (Minas e Energia), Nelson Jobim (Defesa), Wagner Rossi (Agricultura) e Moreira Franco (Secretaria de Assuntos Estratégicos). Também marcaram presença os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

 

Os ministros concluíram que não adianta a presidente ordenar a suspensão da escolha e preenchimento dos cargos de segundo escalão. "Precisa definir a regra", reclamou um dos líderes do partido.

 

O ministro Jobim também aconselhou o partido a não se desgastar tratando de cargos no varejo. A opção, disse no jantar o ministro da Defesa, é definir com a presidente Dilma qual é mesmo o status do partido no poder.

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Christine Samarco/BRASÍLIA

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