PMDB quer perícia antes da votação do relatório

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), apresentou nesta tarde, no Conselho de Ética, uma declaração de voto assinada pelos integrantes do partido no conselho. Nela, os peemedebistas afirmam que, após análise do relatório da comissão de investigação, decidiram posicionar-se contra o parecer e a favor do voto em separado apresentado pelo senador Nabor Júnior (PMDB-AC), igualmente contrário.A decisão, segundo Calheiros, tem como justificativa o fato de o relatório final "carecer de um conjunto robusto de provas que amparem ou corroborem suas conclusões". Os integrantes do PMDB no conselho consideraram o relatório "insuficiente e frágil para legitimar a abertura de um processo de perda de mandato parlamentar". Eles alertam, ainda, para "o perigo de abertura de um precedente de um processo no qual direitos individuais e processuais foram feridos".Pouco antes do pronunciamento de Calheiros, o senador Waldeck Ornélas (PFL-BA) encaminhou voto favorável ao relatório. Ele fez a leitura de trechos da decisão de ontem à noite do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual é negado a Barbalho o direito de defesa ampla, nos termos previstos na Constituição, nesta fase da investigação pelo Conselho de Ética. Ornélas disse que não faz sentido a alegação de Barbalho de que o processo é um ato de vingança, pois as denúncias contra ele foram feitas dez meses antes de sua eleição para a presidência do Senado. "Nunca vi vingança antecipada", observou.O senador Jefferson Peres (PDT-AM), um dos autores do relatório sobre as investigações sobre denúncias de envolvimento do senador Jader Barbalho no desvio de recursos do Banpará, disse, no Conselho de Ética, que não considera questão menor a obstrução da tramitação do requerimento de informações sobre o caso Banpará ao Banco Central pelo então presidente do Senado Jader Barbalho.Peres afirmou que a atitude de Jader, de reter por três meses e 17 dias o requerimento, de iniciativa do senador José Eduardo Dutra (PT-SE), caracteriza prevaricação e improbidade administrativa. O senador amazonense recordou que Jader só decidiu dar continuidade à tramitação do requerimento porque houve uma decisão nesse sentido do colégio de líderes partidários no Senado. "O requerimento ficou retido pelo presidente do Senado, que agiu em causa própria", afirmou.

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