PMDB quer manter aliança com PFL

A guerra pública entre o presidente doSenado, Jader Barbalho (PMDB-PA), e o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) não comprometeu a aliança em2002.Pragmático, o próprio Jader tem defendido junto aos correligionários, em conversas de bastidor, que a parceriaeleitoral seja reeditada do tamanho em que está, porque, mesmo juntos, será difícil tirar a vitória da oposição.Nestecenário, Jader e seu PMDB não excluem ninguém. Nem mesmo ACM. ?O fundamental para o PMDB é sua posição de destaque na aliança, e não a companhia?, diz um importante líder informaldo partido.A cúpula peemedebista quer, no mínimo, o lugar de vice na chapa de 2002, mas não dá como certa a condiçãode parceiro preferencial do PSDB.Por isto mesmo, diz o dirigente do PMDB, o partido trabalha em várias frentes. Ao mesmo tempo em que a direção sustenta a candidatura do senador Pedro Simon (PMDB-RS), não descarta sequer ahipótese de lançar um adversário do Palácio do Planalto na disputa.?Se não tiver outro jeito, vamos de Itamar (Franco, governador de Minas Gerais e desafeto público do presidente FernandoHenrique Cardoso), resume, sem hesitação, um dos mais influentes cardeais do partido.Ele insiste em que este jogo não estápronto. ?O PMDB faz parte do governo e tudo fará para estar inserido no projeto conjunto de 2002, mesmo que não tenha omelhor cabeça de chapa?, salienta. ?Mas se não quiserem caminhar conosco, ninguém vai chorar?.A preocupação maior da direção nacional do PMDB hoje é o que ela própria classifica como ?uma campanha orquestradapara colar na legenda e nos atuais dirigentes o carimbo da corrupção?.A cúpula pemedebista identifica ?inimigos?espalhados em vários setores, do Palácio do Planalto aos partidos aliados. ?Nos carimbar de corruptos é projeto não só deACM, mas de muita gente, como o governador Tasso Jereissati (PSDB-CE)?, diz o cardeal.A seu ver, não foi só Jaderquem pagou o preço desta guerra. ?Desgastaram-se todos, inclusive ACM e o próprio governo."

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