PMDB quer fatia maior no governo e pode levar Agricultura

O PMDB está querendo ampliar sua participação no governo e está de olho no Ministério da Agricultura. O nome mais cotado dentro do partido para a Pasta é o do ex-deputado peemedebista Delfim Netto, que não se reelegeu. Na bolsa de especulações, o nome de Delfim também vem sido citado como possível presidente do Banco Central, embora ele tenha negado essa pretensão a amigos. Durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério da Agricultura não estava na cota de nenhum partido político e foi ocupado pelo empresário do setor Roberto Rodrigues, que não tinha ligação partidária.O PMDB também trabalha para manter os seus atuais três ministros na Esplanada: José Agenor, na Saúde; Hélio Costa, nas Comunicações; e Silas Rondeau, nas Minas e Energia. Se essa expectativa se configurar de fato, a Agricultura seria o quarto ministério peemedebista. Segundo fontes do partido ouvidas pela Agência Estado, as conversas neste sentido estão avançadas entre a cúpula do PMDB e o presidente Lula.José Agenor ocupava no ano passado a Secretaria Executiva do Ministério da Saúde e assumiu o cargo de ministro com a saída de Saraiva Felipe. Agora, ele deve ser confirmado na pasta e a indicação formal será do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que é do PMDB. Segundo fontes do partido, também há grandes chances de o ministro Silas Rondeau continuar à frente da pasta de Minas e Energia, já que tem o apoio político do senador José Sarney (PMDB-AP) e o apreço técnico da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Hélio Costa, por sua vez, ficaria nas Comunicações para dar continuidade a projetos de inclusão digital do governo.Está certo, no entanto, segundo peemedebistas, que o PMDB não quer o Ministério da Previdência, para o qual defende uma indicação de perfil técnico. Alguns interlocutores do partido avaliam que seria sonhar demais com os ministérios da Integração e dos Transportes. Para este último, a avaliação das mesmas fontes é de que o ex-ministro Alfredo Nascimento tem todas as chances de voltar. Para o ministério da Justiça, o mais cotado é o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence e, no Ministério das Cidades, deverá permanecer o ministro Márcio Fortes, na cota do PP.

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