PMDB paulista oficializa hoje apoio a Germano Rigotto

O PMDB paulista, comandado por Orestes Quércia, promove hoje em São Paulo um ato político de apoio à pré-candidatura presidencial do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB). Embora Quércia tenha se esforçado para unir os governadores peemedebistas para dar impulso à campanha de Rigotto, apenas Jarbas Vasconcelos, de Pernambuco, e Luiz Henrique da Silveira, de Santa Catarina, haviam confirmado presença até a tarde de ontem.A divisão dos governadores é um retrato fiel do racha interno que inferniza a vida da cúpula do partido. Enquanto Jarbas e Luiz Henrique anunciam Rigotto como melhor opção do PMDB na corrida sucessória, Roberto Requião (Paraná) ainda não se definiu; Paulo Hartung (ES) e Eduardo Braga (AM) são identificados como simpáticos à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o governador Joaquim Roriz (Distrito Federal) ensaia uma parceria com o PSDB do prefeito José Serra. Definido mesmo é o voto da governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Mateus, em favor de seu marido e pré-candidato Anthony Garotinho. De passagem por Brasília, para uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem à tarde, o governador de Pernambuco não hesitou em apostar que Rigotto será o vencedor das eleições prévias partidárias marcadas para 19 de abril. "Garotinho não ganha as prévias do PMDB de jeito nenhum", resumiu Jarbas, a despeito da divisão interna do partido. "Os eleitores são todos peemedebistas que acreditam muito mais na pessoa e na história de Rigotto no partido", justificou. Embora tenha sido cogitado para ocupar a vice de José Serra em 2002, Jarbas defende hoje a candidatura própria do partido e desdenha das alas que trabalham para atrelar o partido à candidatura tucana ou ao presidente Lula. "Levar o PMDB para Lula ou para o PSDB é impraticável porque o apelo das bases em favor da candidatura própria é muito grande", insistiu o governador. A seu ver, o tempo conta a favor da candidatura própria, já que o candidato terá prazo de 90 dias para trabalhar o partido e crescer na opinião pública em geral.Jarbas garantiu, no entanto, que os temas políticos ficaram fora de sua conversa com o presidente no Palácio do Planalto. "Foi uma audiência administrativa, para tratar de assuntos de Pernambuco, pois estou deixando o governo no mês que vem para me candidatar ao Senado", relatou. Segundo ele, o motivo de sua visita ao gabinete presidencial foi a renovação do pedido para que o governo federal providencie o pagamento de recursos já liberados para o porto de Suape, para a rodovia transnordestina e a nova refinaria do Estado. "Só para Suape são R$ 30 milhões", resumiu. Além da boa vontade presidencial, Jarbas obteve o compromisso do ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, de ajudar Pernambuco.

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