PMDB nega loteamento de cargos em eventual governo Dilma

Nota oficial divulgada hoje indica que 'em nenhum momento' houve uma negociação sobre o tema

Elizabeth Lopes, da Agência Estado,

23 de agosto de 2010 | 12h33

SÃO PAULO - Em nota oficial assinada pelo presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT), a direção da legenda nega que queira lotear eventual governo da petista e alega que "em nenhum momento na aliança com o PT e demais partidos para as eleições presidenciais houve qualquer negociação a propósito da participação no governo".

Temer diz na nota que os únicos compromissos firmados por escrito com o PT foram os de que o PMDB teria a vice-presidência da República e participaria da formulação do programa de governo. "E é isso, apenas isso, que foi estabelecido e vem sendo rigorosamente cumprido", argumenta o parlamentar.

Ainda na nota, Temer destaca que o PMDB já apresentou seu programa para o País e está concluindo, neste momento, com o PT e demais partidos aliados, "os compromissos da coligação com o povo brasileiro". E reitera: "O PMDB quer colaborar e hoje está inteiramente dedicado à campanha para vencer as eleições. Toda e qualquer manifestação em outro sentido é mera especulação e deve ser repudiada por todos peemedebistas."

Reportagem na edição de domingo, 22, do jornal O Estado de S. Paulo informou que o PMDB já estima o tamanho da cota futura de poder, baseado no argumento de que se realmente Dilma Rousseff ganhar as eleições, o partido não é mais um "convidado", mas um dos "donos da casa".

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