'PMDB não votará contra governo', garante Temer sobre reajuste do mínimo

Vice-presidente afirmou que partido só aceitará aumento acima do proposto caso seja viável às contas públicas

Anne Warth, da Agência Estado,

05 de janeiro de 2011 | 13h31

SÃO PAULO - O vice-presidente, Michel Temer, disse nesta quarta-feira, 5, que o PMDB somente será favorável a uma proposta de aumento do salário mínimo acima dos R$ 540 que seja compatível com as contas públicas. Em entrevista concedida após participar da missa em homenagem ao ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, na capital paulista, Temer afirmou ter se reunido com o PMDB ontem para discutir o mínimo e disse que o partido não votará contra o governo.

 

"Evidentemente, o PMDB só vai fazer aquilo que seja compatível com as possibilidades do erário", afirmou. "O que o PMDB tem dito é que, evidentemente, indo para o Congresso, haverá discussão. Mas o PMDB só vai fazer aquilo, volto a dizer, que seja possível para o Tesouro. Fora daí, digamos, o PMDB não vai votar contra o governo. Vai votar tudo de acordo com o governo", completou.

 

Segundo o vice-presidente, está havendo um "açodamento" de todos os partidos da base aliada, não apenas do PMDB, em relação à distribuição de cargos do segundo escalão do governo. "Estamos conversando sobre isso com toda tranquilidade. O que há é um certo açodamento, aliás, não só do PMDB, mas do conjunto (dos partidos)", afirmou.

 

Temer disse que foi decidido que essa questão seria discutida posteriormente, na primeira reunião da coordenação política do governo. "Nós decidimos que deixaríamos um pouco para depois e o PMDB, reunido comigo ontem, também resolveu deixar um pouco para depois. Em um dado momento, se conversará sobre isso e tudo se ajustará", disse. "Não haverá dificuldade nenhuma e o PMDB não vai criar nenhuma espécie de obstáculo".

 

Na avaliação dele, o açodamento "não é do PMDB, nem do PT, nem de ninguém. É de todos". "Nós temos que ter calma e o PMDB terá calma suficiente para isso".

 

Temer disse que a morte de Orestes Quércia, significou a perda de um grande líder do partido em São Paulo e no País. Sobre o nome que deverá ocupar a presidência da legenda em São Paulo, Temer disse que a questão ainda será examinada. Ele afirmou que ainda não indicou nenhum nome para a função. "Eu me licenciei ontem da presidência do PMDB nacional para cumprir os objetivos da vice-presidência da República".

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