PMDB não quer ter seus ministérios 'esvaziados'

Além de reivindicar mais "inserção no poder de decisão" do Planalto e de não aceitar a ameaça de veto ao aumento do salário mínimo feita pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), a cúpula do PMDB decidiu no jantar de ontem não aceitar que seus ministros tenham suas pastas esvaziadas.

CHRISTIANE SAMARCO, Agência Estado

05 de janeiro de 2011 | 13h35

No jantar, na casa da governadora maranhense Roseana Sarney, o partido queixou-se que o Ministério da Agricultura, onde foi mantido Wagner Rossi, titular da pasta desde o governo Lula, está sendo "esvaziado pela Fazenda". Rossi disse à cúpula do partido que está havendo transferências de atribuições da Agricultura para a Fazenda sem uma discussão prévia com o ministro.

Estavam no jantar, além do vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente do Senado, José Sarney, os ministros Garibaldi Alves (Previdência Social), Pedro Novais (Turismo), Edison Lobão (Minas e Energia), Nelson Jobim (Defesa), Wagner Rossi (Agricultura) e Moreira Franco (Secretaria de Assuntos Estratégicos). Também compareceram os senadores Renan Calheiros e Valdir Raupp.

Os ministros concluíram que não adianta a presidente ordenar a suspensão da escolha e preenchimento dos cargos de segundo escalão até um entendimento entre os aliados. "Precisa definir a regra", reclamou um dos líderes do partido. O ministro Nelson Jobim também aconselhou o partido a não se desgastar tratando de cargos no varejo. A opção, segundo ele, é definir com a presidente Dilma qual é o status do partido no poder.

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