'PMDB não quer o Senado porque o Temer não tem influência lá', afirma dirigente petista

Nos bastidores da equipe de transição do governo Dilma, a razão de o PMDB insistir em indicar o candidato à Presidência da Câmara tem nome e sobrenome: o do vice-presidente eleito Michel Temer. "O PMDB não quer o Senado porque o Temer não tem nenhuma influência lá", disse nesta sexta-feira ao Estado um integrante da cúpula petista - que pediu para não ter seu nome divulgado. "Os senadores (do PMDB) que estão lá têm cabeça própria e o Temer não garantiu o apoio deles à Dilma nem durante a campanha, que dirá no governo", acrescentou o dirigente.

Rodrigo Alvares, Estadão.com.br

05 de novembro de 2010 | 15h31

 

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Depois de ser integrado à equipe de transição do governo Dilma, Temer afirmou que PMDB e PT assinarão um documento para dividir o comando da Câmara nos próximos quatro anos, cabendo um biênio a cada um. Por essa proposta, um petista comandaria a Câmara e um peemedebista, o Senado. Em 2013, seria feita a inversão. Entretanto, o vice-presidente eleito ressalvou que a escolha de quem ocupará o primeiro biênio ficará para janeiro.

 

O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Alves (RN), e o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), travam uma queda de braço pelo cargo. Alves declarou recentemente que não abre mão de assumir a presidência da Casa já em 2011.

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