PMDB não é obstáculo para votação da CPMF, diz vice-líder

O vice-líder do PMDB na Câmara, Wagner Rossi (SP), disse à Agência Estado que não há obstáculos em sua bancada para a votação, na sessão de amanhã, dos dois últimos destaques ao texto da proposta de emenda constitucional que prorroga a vigência da CPMF, já aprovado no primeiro turno.Rossi disse que não há fundamento nos rumores de que o PMDB estaria ameaçando obstruir a votação dos destaques para forçar o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), a submeter ao plenário o projeto de decreto legislativo do deputado Inaldo Leitão (PSDB-PB), que susta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a vinculação das coligações partidárias. Segundo o vice-líder do PMDB, um condicionamento deste tipo seria "ridículo" e "antipatriótico". Ele aplaudiu, no entanto, a iniciativa de Aécio de realizar uma sessão extraordinária amanhã para apreciar o recurso que determinará se o projeto de decreto legislativo contra a decisão do TSE é ou não constitucional. Embora considere a questão da vinculação um assunto resolvido e que um decreto desse tipo não terá efeito prático, Rossi acha que sua aprovação seria um gesto político importante do Congresso. "É um direito do Congresso emitir a sua opinião sobre a interpretação do TSE", declarou. Ele disse ainda que a mobilização para a presença dos deputados na votação de amanhã foi intensa e que será possível alcançar um bom quórum para rejeitar os destaques ao texto da CPMF. A expectativa dos líderes governistas é de que o quórum de amanhã seja semelhante ao de terça-feira passada, quando mais de 450 deputados compareceram. O líder do PT, João Paulo Cunha (SP), disse que sua bancada não participará de nenhuma manobra para atrapalhar a votação da CPMF. Ele avisou, no entanto, que apoiará as iniciativas do Congresso na tentativa de sustar a verticalização das coligações imposta pelo TSE.

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